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Protocolo de Madri: Como Registrar Marca no Exterior pelo INPI

Protocolo de Madri: Como Registrar Marca no Exterior pelo INPI

O que é o Protocolo de Madri?

Imagine obter proteção para sua marca em diversos países com um único pedido. É exatamente isso que propõe o Protocolo de Madri. Ele é um acordo internacional administrado pela OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) que facilita o registro internacional de marcas. Por meio dele, você pode solicitar registro de marca em vários territórios simultaneamente, usando como base o seu registro nacional. O Brasil aderiu a esse sistema em 2019, o que significa que agora empresários brasileiros podem incluir o INPI como “Escritório de origem” em seus pedidos internacionais. Além de simplificar a burocracia, o Protocolo de Madri amplia o alcance da proteção da sua marca para mais de 100 países signatários, sem necessidade de pedidos separados em cada nação.

Atue como se você tivesse uma chave mestra para proteger sua marca no mundo inteiro. Em vez de lidar com vários processos isolados, o Protocolo de Madri unifica procedimentos através da OMPI. Essa estrutura global garante que, ao cumprir os requisitos iniciais, você possa expandir a proteção de sua marca sem complicações excessivas. Desde a apresentação do pedido único até a manutenção contínua do registro, o sistema foi desenhado para ser mais econômico e prático do que buscar cada país individualmente. Afinal, ao registrar internacionalmente, sua empresa investe em segurança jurídica e credibilidade internacional, tornando mais fácil conquistar mercados estrangeiros com confiança.

Vantagens de Registrar sua Marca pelo Protocolo de Madri

Registrar sua marca no exterior via Protocolo de Madri traz diversas vantagens estratégicas. Primeiro, há economia de tempo e dinheiro. Em vez de despender recursos em múltiplos pedidos nacionais separados (que exigiriam várias taxas, traduções e representantes locais), você paga um conjunto único de taxas à OMPI e realiza um único trâmite inicial no INPI. Isso reduz custos e simplifica a gestão financeira do processo.

Outra vantagem é a cobertura global simplificada. Com um único pedido internacional, você pode designar proteção em dezenas de países membros. Se a sua empresa planeja entrar em novos mercados, isso significa obter direitos exclusivos sobre a marca de maneira coordenada. Você não precisa conhecer individualmente as leis de cada país; o Protocolo padroniza o procedimento.

Além disso, o Protocolo de Madri oferece facilidade de manutenção. Toda alteração ou renovação pode ser feita diretamente pela OMPI, no ambiente eMadrid. Por exemplo, se você mudar o endereço da empresa ou desejar renovar a proteção em todos os países, um único procedimento online resolve para todas as designações. Isso evita retrabalho em cada escritório de propriedade intelectual do mundo.

Em resumo, os principais benefícios são:

  • Unicidade de procedimento: Um único pedido (em inglês ou espanhol) no INPI, em vez de vários em diversos países.
  • Gestão centralizada: Mudanças na marca ou seu status podem ser informadas de uma vez por todos os países inscritos.
  • Custos reduzidos: Pagamento centralizado de taxas (OMPI e INPI) sem necessidade de contratação de agentes locais para cada jurisdição.

Essas vantagens fazem do Protocolo de Madri uma estratégia atraente para negócios de porte internacional. Você assegura proteção de marca em larga escala e simplifica o dia a dia administrativo, garantindo foco no crescimento do seu negócio.

Quem Pode Usar o Protocolo de Madri?

Se você é empresário ou titular de marca no Brasil, com certeza pode se beneficiar do Protocolo de Madri. O sistema é acessível a pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no Brasil, bem como a empresas que possuam estabelecimento comercial ou industrial por aqui. Ou seja, qualquer negócio com “vida comercial real” no país é elegível para iniciar um pedido internacional.

No entanto, existe um pré-requisito fundamental: você deve ter um pedido ou registro de marca no Brasil. Esse é o chamado registro de base. Antes de mais nada, encaminhe o pedido de marca nacional junto ao INPI e aguarde sua publicação. Esse número de protocolo nacional será usado para requerer a certificação internacional. O Protocolo de Madri só aceita pedidos de marcas baseados em uma marca “original” submetida ao INPI.

Interessante destacar que o fluxo também funciona ao contrário: um titular estrangeiro de marca pode usar o Protocolo para proteger sua marca no Brasil. Basta ter nacionalidade ou domicílio em um dos países signatários (como o Brasil), e o INPI pode ser designado como escritório de recebimento. Assim, empresas de fora ganham um caminho mais fácil para registrar aqui.

Em poucas palavras, quem pode usar o sistema:

  • Empresários brasileiros (pessoas físicas ou jurídicas), com pedido/registro em dia no INPI.
  • Pessoas domiciliadas no Brasil (mesmo sem empresa), se tiverem registro base no INPI.
  • Estrangeiros que queiram proteção no Brasil, desde que sigam o Protocolo de Madri de seus países de origem.

Essa flexibilidade torna o sistema atraente para empreendedores que desejam escalar internacionalmente. Desde que você ou sua empresa cumpram os requisitos, o processo se torna viável e eficiente.

Passo a Passo para Registrar sua Marca Internacional pelo INPI

Registrar sua marca no exterior pelo INPI envolve algumas etapas principais. Veja um guia simplificado do que fazer:

  1. Tenha seu pedido/registro de marca nacional pronto. O primeiro passo é cadastrar sua marca no INPI (Lei da Propriedade Industrial). Envie o pedido via sistema e-Marcas, e espere a publicação do seu protocolo na Revista de Propriedade Industrial. Esse número de pedido servirá como base do registro internacional. Sem ele, não dá para prosseguir.
  2. Defina os produtos/serviços para cada mercado. No pedido internacional, você relaciona os itens em cada país escolhido. Use a lista do seu pedido base como referência. Você pode restringir o escopo em algum país (por exemplo, proteger apenas certas classes), mas jamais ampliar além do que foi pedido no Brasil. Planeje bem para não ter divergências entre a lista do pedido nacional e do internacional.
  3. Prepare a documentação e traduções. Separe os documentos necessários: comprovante de depósito nacional e procuração (se precisar de um agente autorizado). Preencha o Formulário MM2 no sistema e-Marcas, escolha os países de interesse e finalize a declaração de prioridade. Lembre-se que o pedido internacional deve ser em inglês ou espanhol. Se seu pedido base foi em outro idioma, providencie uma tradução autorizada.
  4. Efetue o pagamento das taxas. Emita a GRU no portal do INPI (código de serviço 3004) e pague a taxa de certificação (varia conforme número de classes, consulte valores atualizados no site do INPI). Além disso, esteja preparado para as taxas da OMPI, que são cobradas em francos suíços (CHF) após o envio. Elas incluem a taxa básica (cerca de 653 CHF em PB ou 903 CHF em cores) e valores adicionais por país designado. A OMPI fornece uma calculadora de taxas online para estimar os custos.
  5. Protocole o pedido internacional no INPI. Acesse o e-Marcas usando o número da GRU paga e submeta o formulário MM2 preenchido. O INPI certificará eletronicamente seu pedido e enviará à OMPI dentro de dois meses do protocolo. Se houver alguma divergência entre o pedido base e o internacional, o INPI publica um alerta na sua Revista e você terá até 60 dias para corrigir. Atenção a isso para não perder a data de depósito.
  6. Aguarde o exame formal pela OMPI. Uma vez recebido, a OMPI verifica detalhes como pagamento, formato do pedido e requisitos formais. Se tudo estiver correto, ela gera o IRN (Número Internacional de Registro) e publica seu pedido na Gazette Internacional. Após cerca de 1 a 3 meses, você recebe a Confirmação de Inscrição Internacional, o que significa que o pedido foi aceito formalmente.
  7. Acompanhe o exame substantivo nos países designados. Cada escritório de PI nacional analisará independentemente se concederá a proteção em seu país. Eles têm prazos (normalmente até 12 a 18 meses) para aceitar ou recusar. Você será notificado via OMPI sobre cada decisão. Caso alguma oposição ou exigência apareça em algum país, trate com atenção, pois será necessário responder aos ofícios locais dentro do prazo.
  8. Faça o monitoramento pós-concessão. Se as proteções forem concedidas, seu registro internacional permitirá usar o símbolo ® internacionalmente. No eMadrid você pode gerenciar renovações, alterações de titularidade ou listar novos produtos. Lembre-se de renovar a cada 10 anos para manter a validade global da marca.

Essas etapas ilustram o trâmite completo do registro internacional via INPI. Embora sejam várias fases, cada uma tem suas regras claras. Com planejamento adequado e acompanhamento próximo, todo o processo pode ser concluído de forma transparente, garantindo que sua marca tenha validade jurídica em vários países de uma só vez.

Requisitos e Documentação Necessária

Para garantir um pedido internacional sem sobressaltos, é fundamental preparar toda a documentação e cumprir requisitos básicos. Confira o que você precisa ter em mãos:

  • Registro/Pedido de Base no INPI: Como já mencionado, este é o documento primário. Tenha o número do pedido ou registro nacional. Se ele ainda não estiver publicado, verifique a data prevista de publicação para depois submeter o pedido internacional.
  • Lista de Produtos e Serviços: Baseada na listagem do pedido nacional. Certifique-se de classificar corretamente cada item conforme a Classificação de Nice. É recomendável usar ferramentas como o Madrid Goods & Services Manager (gratuito no site da OMPI) para selecionar termos padronizados em português. Isso evita divergências e recusas por tradução equivocada.
  • Idioma do Pedido Internacional: O Protocolo exige que todo o pedido seja em inglês ou espanhol. Se o seu pedido base foi em português, providencie uma tradução juramentada. Lembre-se de traduzir também a lista de produtos e o nome do titular, se necessário.
  • Procuração (se aplicável): Se você estiver sendo representado por um procurador ou escritório de marcas, elabore procuração específica para o pedido internacional. Ela deve seguir os modelos exigidos pela OMPI e ser anexada ao protocolo.
  • Comprovante de Pagamento: O comprovante de pagamento da GRU (taxa de certificação do INPI) deve ser retido para referência. Além disso, mantenha pronto o comprovante de pagamento das taxas da OMPI, que serão cobradas depois.

É importante checar cada detalhe antes de enviar. Pequenos erros podem atrasar a tramitação: por exemplo, esquecer de mencionar o número do pedido base no formulário do INPI pode levar à rejeição automática. Também verifique se todos os dados (nome do titular, endereço) são idênticos ao que consta no pedido brasileiro, pois inconsistências geram notificações da OMPI.

Seguindo essas orientações, você evita retrabalho e garante que o pedido seja certificado rapidamente pelo INPI. Com a documentação completa e correta, todo o processo internacional fluirá de forma muito mais tranquila.

Custos e Prazos Envolvidos no Registro Internacional

O registro internacional de marca via Protocolo de Madri envolve despesas em duas etapas principais. Na etapa inicial, você paga ao INPI uma taxa de certificação (via GRU). Esse valor depende do número de classes de marca incluídas no pedido. Por exemplo, existe um valor base para uma classe e acréscimos para cada classe adicional. Consulte sempre o site do INPI para valores atualizados (código 3004 para GRU).

Em seguida, após o envio à OMPI, entram em cena as taxas internacionais. Há uma taxa básica (que atualmente é em torno de 653 francos suíços para pedido em preto e branco, ou 903 CHF se a marca for em cores) e taxas adicionais por cada país designado. Cada país membro tem sua própria taxa internacional, que pode ser uma taxa padrão ou individual. A OMPI disponibiliza uma calculadora online de taxas do Madrid para você estimar o custo total com base nos países escolhidos.

Depois de pagos todos os valores, você está pronto para esperar pela tramitação. Em termos de prazo, é comum seguir estas etapas:

  • Envio ao INPI e certificação: O INPI tem prazo legal de até 10 dias úteis para certificar o pedido depois do protocolo, mas pode levar um pouco mais dependendo do volume.
  • Exame formal pela OMPI: Pode levar algumas semanas a meses (geralmente 1-3 meses) até a divulgação da Inscrição Internacional.
  • Exame substancial pelos países: Cada país tem prazos próprios, mas em geral as primeiras respostas chegam dentro de 12 a 18 meses após a notificação da OMPI. Alguns escritórios podem demorar mais ou menos, conforme processos locais.
  • Validade do registro: Uma vez concedida, a proteção internacional é válida por 10 anos. Você pode renová-la pelo eMadrid a cada década. Existe um período de carência de até 6 meses após a expiração para realizar a renovação com taxas extras.

Para facilitar todo esse controle de custos e prazos, use ferramentas online gratuitas da própria OMPI. Por exemplo, o eMadrid permite acompanhar o status do pedido/registro em tempo real e pagar taxas futuras de renovação. Além disso, o Global Brand Database da OMPI pode ser usado antes de tudo para pesquisas de marcas semelhantes, prevenindo surpresas durante o exame substantivo.

Entender as obrigações financeiras e temporais do Protocolo de Madri ajuda a planejar o orçamento da sua empresa e evita atrasos evitáveis. Com previsão dos custos e monitoramento contínuo, você não corre o risco de ver o pedido ser abandonado por falta de pagamento ou perder prazos de resposta.

Dicas e Cuidados Importantes

Seguir algumas dicas práticas faz toda a diferença no sucesso do registro internacional de sua marca:

  • Pesquise marcas similares antes de tudo. Use o banco de dados da OMPI ou os bancos nacionais para checar se já existem marcas parecidas nos mercados-alvo. Isso reduz o risco de recusa por conflito. Iniciar o processo com uma marca forte e exclusiva evita dores de cabeça futuras.
  • Planeje bem os produtos e serviços. Como cada país avalia a marca segundo suas próprias regras, seja estratégico ao escolher países. Não liste itens em países onde você não atuará, para não pagar taxas desnecessárias. Ao mesmo tempo, não se esqueça de nenhuma classe relevante para não precisar de pedidos adicionais depois.
  • Atenção ao prazo de cinco anos. Lembre-se que o registro internacional depende do seu registro de base brasileiro pelos primeiros cinco anos. Caso o registro nacional seja negado, a internacional será cancelada. Por isso, evite deixar o pedido brasileiro pendente muito tempo; renove ou responda exigências locais para mantê-lo ativo, garantindo a sobrevivência internacional da marca.
  • Utilize o eMadrid com frequência. Essa plataforma da OMPI é seu painel de controle. Através dela, você pode checar o status dos exames e das designações, pagar taxas de renovação e atualizar informações do titular. Ficar de olho no eMadrid evita surpresas e facilita ajustes rápidos, como ampliar a lista de produtos no futuro.
  • Considere o apoio de especialistas. Mesmo com um passo a passo definido, o processo de registro internacional tem peculiaridades que podem confundir. Ter um escritório de propriedade intelectual por perto – especialmente um que conheça as rotinas do INPI – torna tudo mais seguro. Profissionais experientes saberão lidar com exigências técnicas, traduções corretas e estratégias de proteção adequadas a cada setor.

Em resumo, agir com preparo e cautela protege sua marca desde o início. Cada etapa e cada detalhe contam: um documento faltante ou um termo mal tradutor podem gerar atrasos ou até rejeição. Mantendo práticas organizadas e informação atualizada, você mantém o controle sobre o processo e aumenta as chances de aprovação simultânea em vários países.

Como o Registro Justo Pode Ajudar no Processo Internacional

Contar com assessoria especializada torna o registro de marca no exterior muito mais tranquilo. O Registro Justo é um escritório de propriedade intelectual sediado em Brasília (DF) com foco em registros de marcas junto ao INPI. A equipe do Registro Justo acompanha o empreendedor em todo o percurso internacional.

Desde o início, eles podem orientar sobre como organizar o pedido de base no Brasil, revisar a lista de produtos e documentos e preencher corretamente os formulários do Protocolo de Madri. Sabem quais traduções são aceitas, como redigir procurações e quais cuidados evitar. Ao submeter o pedido, o Registro Justo também gerencia pagamentos de taxas e protocolos nos sistemas do INPI e da OMPI.

Durante o exame, o escritório monitora as publicações na Revista de Marcas e o progresso no eMadrid. Se surgir exigência técnica de algum país, a equipe do Registro Justo auxilia em como responder adequadamente. Esse acompanhamento profissional evita perda de prazos críticos e garante que qualquer comunicação oficial seja tratada em tempo hábil.

Por fim, após a concessão, o suporte continua. O Registro Justo pode cuidar das renovações a cada dez anos e de eventuais inclusões de novas classes ou transferências de titularidade. Assim, sua marca permanece protegida internacionalmente sem que você precise se preocupar com detalhes burocráticos.

Em suma, ter o Registro Justo ao seu lado significa ter experiência local combinada com visão global. O escritório integra tecnologia e atendimento personalizado para descomplicar o registro internacional de marcas. Com ele, você ganha um aliado estratégico: ao invés de navegar sozinho por um processo complexo, pode focar no crescimento de seu negócio enquanto especialistas cuidam da documentação. Dessa forma, sua marca internacional fica nas mãos de quem entende do assunto, aumentando as chances de sucesso em cada etapa do Protocolo de Madri.

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